domingo, 22 de julho de 2007

levemente.


a pele não escolhe o que a arrepia, a barriga não controla as borboletas e as serpentes. mesmo quando o coração perde a vontade, a reação da carne fala a própria língua-quente. a cabeça diz que não: é um assunto óbvio, batido, surrado e errado. É que enfim o tempo em rítmo próprio transformou as cicatrizes em completo passado. não há mais lágrimas que a façam cair de joelhos, não há mais milhos mastigados que os deixe machucados, mas há sempre espaço para a excitação sociopata, que leva o corpo pro lugar já deixado.

Nenhum comentário: