quarta-feira, 24 de outubro de 2007

copas.

eu me encontro como um coelho que corre com um relógio adiantado nas mãos, e me perco como uma rainha pronta para a degolagem dos serventes. corro com uma certa naturalidade e que vivo em um mundo de espelhos. sempre atenta, mesmo quando atordoada, mantenho minha exposição metódica na ponta da língua. crio caminhos e buracos e remédios para mudar de tamanho. cresci, mas ainda tenho minha infantilidade;
quero sempre o maior pedaço do bolo. não gosto de açúcar, mas acumulo a sobremesa. não quero ganhar peso, mas também não quero presenciar qualquer mão suada com o que é "meu". tenho que virar o rosto, e que xinguem todas as minhas gerações. já beijei sapos, já perdi apostas e já ajudei bandidos disfarçados. não tenho tempo para ter saco ou cordialidade. eu dou a mão e querem meu braço.