
Sabe hj morreu o pai de um amigo da familia.
é uma coisa realmente triste se for pensar,mais se for pensar mais ainda é a lei da vida,as pessoas entram no mundo e já aprendem q um dia vão sair e infelizmente são obrigadas a conviverem cm as saídas das outras pessoas do mesmo.
E a unica coisa q eu consigo me lembrar do pai desse amigo da familia (não vo citar nomes lógico)é q ele era um velinho que eu realmente tinha como uma imagem de um avô.Sabe aquele velinho dos cabelinhos brancos,cm as buxexas rosas ou se não grandes,cm um peso razoável e q mesmo não conseguindo falar e tendo seus problemas de saúde sempre q iamos comprimenta-lo ele abria um sorriso dos mais sinceros q eu ja vi,e os olhos mostravam uma simpatia incontestável através das lentes do óculos. Tudo bem,ele não falava,mais uma pessoa não precisa falar para poder ser querida e simpatica.
Eu sempre fiquei no meu canto brincando cm as netas dele,e sempre q eu o olhava ele tava lá sentado na cadeira q tinha na área da casa tomando a sua cerveja sem alcool,ou simplismente observando as pessoas ao seu redor,e tdo isso sem disser uma palavra se quer. Enfim,passou alguns anos sem q eu o visse,e qnd o vi (momento em q a doença ja tinha agravado) a unica coisa q realmente mudou foi a aparência.Emagreçeu,perdeu cabelo,tinha trocado sua cerveja sem alcool por variados tipode de remédios,porém, continuava ali sentado na cadera da área observando tdo i tdos.No natal qnd eu entrei tda arrumada dentro da sala da casa dele (lugar onde passamos a ceia) ele tava lá sentado no sofá assistindo Tv. e por reflexo eu vi q ele tava me olhando com um olhar q parecia disser 'nossa como ela cresceu,nem pareçe akela menina q eu via brincando cm as minhas netas,ou q agora poco estava aqui pareçendo um mlk' ou ele simplismente não pensava em nda disso.Era horrivel qnd algum dos filhos iam falar cm ele e faziam perguntas e ele não respondia (lógicamente q não era por vontade própria) me dava agunia de saber q por mais q ele tentasse ele não conseguiria.
E hj qnd eu fiquei sabendo do q aconteçeu,só me veiu a imagem de um senhor velinho q transmitia um amor incontestavel por todos a sua volta,e que por eu não ter conhecido nenhum de meus avôs faço dele a imagem de um vô q não cheguei a ter.
Ainda tenho q me acustumar cm isso de ser obrigadas a conviver cm perdas,por mais ou menos próximas q sejam,mais sempre são perdas.
Um comentário:
"...Vivi tanto que um dia
terão de por força me esquecer, apagando-me do quadro-negro:
meu coração foi interminável.
Porém porque peço silêncio
não creiam que vou morrer:
passa comigo o contrário:
sucede que vou viver.
Sucede que sou o que sigo..."
Neruda
li teu texto e lembrei desse poema.
acho que somos fracos por natureza e deveriamos ver as coisas com outros olhos
talvez a morte seja uma metamorfose, um processo natural de reciclagem, e não apenas uma perca, isso prova a nossa fraqueza!
legal teu blog
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